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A BIBLIA É A PALAVRA DO DEUS VIVO JEOVÁ.

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DISSE JEOVÁ DEUS:"Foi em vão que golpeei os seus filhos.Eles não aceitaram a disciplina.A própria espada de vocês devorou os seus profetas,Como um leão destruidor. Vocês desta geração, prestem atenção à palavra de Jeová. Será que eu me tornei para Israel como um deserto ? Ou uma terra de densa escuridão? Por que eles, o meu povo, disseram: ‘Estamos andando livremente. Não voltaremos mais para ti.Será que a moça se esquece dos seus enfeites,Ou a noiva das suas faixas? No entanto, não é possível contar os dias em que o meu próprio povo se esqueceu de mim". Jeremias 2:1-37

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Deputadas fazem ato em defesa de jornalista da Folha insultada por Bolsonaro


Um grupo de deputadas federais, a maioria de partidos de esquerda, fez nesta terça-feira (18), no plenário da Câmara, um ato de repúdio às declarações ofensivas do presidente Jair Bolsonaro contra a repórter da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello.

Reunidas na tribuna e na mesa do plenário, as deputadas leram um manifesto em que declaram "total repúdio à declaração do presidente da República Jair Bolsonaro sobre a jornalista Patrícia Campos Mello, ao dizer que 'ela queria um furo, ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim".

A fala ofensiva do presidente foi uma referência ao depoimento de um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, dado na semana passada à CPMI das Fake News no Congresso.

"A declaração absolutamente desrespeitosa e incompatível com a postura de um presidente da República se referia à contada pelo ex-funcionário da empresa Yacows durante depoimento prestado à CPMI das Fake News, de que a jornalista teria oferecido favores sexuais em troca de informações", discursaram as deputadas.

Foram à tribuna, entre outras, Luiza Erundina (PSOL-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Maria do Rosário (PT-RS). A nota foi lida por Fernanda Melchiona (PSOL-RS).

"A própria jornalista publicou prints da conversa com o ex-funcionário, mostrando que foi ele quem insistiu em ir além da relação profissional, convidando-a para sair. Mas isso não foi suficiente para deixá-la a salvo dos ataques na internet e nem mesmo do presidente Bolsonaro, que já foi condenado por atacar a dignidade sexual de uma parlamentar mulher", diz ainda a nota.

"Esse tipo de discurso não ataca só a jornalista Patrícia, mas todas as mulheres que cotidianamente são vítimas de violência, seja dentro de casa, no transporte público e no próprio ambiente de trabalho. Por isso repudiamos veementemente a postura do presidente Jair Bolsonaro de, mais uma vez, atacar os direitos e a dignidade das mulheres em nosso país."

Em reação à manifestação das deputadas, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que usou suas redes sociais para espalhar as mentiras ditas pelo ex-funcionário da Yacows na CPMI, subiu à tribuna acompanhado de deputadas aliadas, como Major Fabiana (PSL-RJ).

Boa parte do seu discurso ocorreu sob o coro de "fascista", entoado por parlamentares de oposição.

"Para além da roubalheira que esse pessoal da esquerda cometeu, que revoltou tantas pessoas, esse tipo de discurso também revolta. A deputada diz que fala em nome de todas as mulheres. Ué? Será que não tem mulheres aqui comigo não? [disse, apontando para cinco deputadas do PSL que estavam atrás dele]".

"Em nome das mulheres, uma banana. Uma banana", acrescentou, repetindo na tribuna da Câmara gesto feito pelo pai em direção a jornalistas. "Não vão nos calar. [deputados gritam fascista]. Pode gritar à vontade, mas só raspa o sovaco se não dá um mau cheiro do caramba."

Ele também chegou a chamar Gleisi de ladra. A deputada do PT bateu boca com Eduardo e as deputadas do PSL, situação contida pela Polícia Legislativa da Câmara.

"A gente está aqui, somos partes dos revoltados que não tinham espaço aqui. Até ontem era o Marco Feliciano, o Jair Bolsonaro e um ou outro deputado da bancada evangélica aqui. Agora vocês vão ter que nos engolir", acrescentou o filho do presidente.