OS ENCANTOS DA ZONA RURAL:FOTOS-JOSÉ RIBEIRO

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BEIJO FRIO:A MELHOR SORVETERIA DA BAHIA E O MELHOR SORVETE

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A BIBLIA É A PALAVRA DO DEUS VIVO JEOVÁ.

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DISSE JEOVÁ DEUS:"Defendam a justiça e a retidão. Livrem das mãos dos exploradores os que estão sendo roubados. Não maltratem nenhum residente estrangeiro, nem prejudiquem nenhum órfão ou viúva". Jeremias 22:1-30

terça-feira, 21 de abril de 2020

Sem São João, a fogueira a ser pulada é outra

Sem uma perspectiva real de quando o achatamento da curva de casos do coronavírus permitirá o fim do período de quarenta, nós, interioranos nordestinos sofreremos um mal necessário com a finalidade para prevenção: o cancelamento dos festejos juninos.

Desde quando me entendo por gente – e olhe que não sou tão vivido assim - e também minha avó que completou 86 anos neste mês lá no povoado de Goiabeira, em Conceição do Coité, nunca pensamos em viver uma situação que chegasse a esse ponto.

Os caminhos para amenizar estão nas emissoras de rádio, shows de televisão, lives na internet ou playlists de aplicativos de músicas que oferecem conteúdo para rememorar as canções forrozeiras do período.

O cancelamento dos festejos impacta não só a área econômica, mas a manifestação cultural, muito genuína do Nordeste. São João é um dos períodos mais gostosos e mais aguardados todos os anos, assim como o Carnaval nos grandes centros, ou até mesmo o Natal.

As cidades baianas com as maiores festas juninas já anunciaram os cancelamentos, o que segue uma linha coerente com os critérios de preservação da saúde do povo. Nesse momento os recursos públicos precisam ser concentrados na prevenção do coronavírus e na garantia do alimento na mesa do pobre.

Dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) mostram o impacto financeiro de 23% - aproximadamente R$ 200 milhões. É aquela camisa quadriculada não vendida, como também a calça jeans, o sapato, a bota, o chapéu de palha na feira livre, o milho assado na brasa, a arrumação do cabelo, o ingresso da festa, a banda que não vai tocar e assim por diante. Como bem disse: será um mal necessário, é melhor ter saúde para comemorar com segurança nos próximos anos.

A entidade crê que esse é um dinheiro que não volta, que é típico do período, mas creio ser algo relativo.

No Maranhão, o secretário da Cultura daquele Estado afirmou que o São João está mantido, pois basta anunciarem o fim da quarentena e uma queda extensiva do número de contaminações que o festejo será celebrado. O deputado estadual Marcel Moraes (PSDB) foi na mesma linha: apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa que garantisse a data volante para dezembro. Eu concordo.

Por que não fazermos um Natal diferente? Um jingle bell em forró? O peru com o milho cozido? Uma canjica com passas? (risos). Vale a inovação para não deixarmos de festejar e comemorar a saída dessa crise da saúde.

Outro ponto: é necessária a atenção do governo também aos artistas, artesãos e os diversos setores dessa cadeia produtiva cultural importante do nosso povo. Não se deve passar em branco ou os deixá-los desamparados.

Eu penso que a trezena de Santo Antônio, as novenas a João Batista e a São Pedro serão celebradas também diferente, no âmbito da igreja católica. Tudo será virtual, distante, mas sem deixar de contemplar os santos festeiros.

Diante desse cenário, o melhor a se fazer, no atual momento, é pular, e bem longe, a fogueira do coronavírus.

* Victor Pinto é jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. É editor do BNews e coordenador de programação da Rádio Excelsior da Bahia. Atua em outros veículos e com consultoria. Twitter: @victordojornal.Fonte:Bocão News