OS ENCANTOS DA ZONA RURAL:FOTOS-JOSÉ RIBEIRO

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BEIJO FRIO:A MELHOR SORVETERIA DA BAHIA E O MELHOR SORVETE

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A BIBLIA É A PALAVRA DO DEUS VIVO JEOVÁ.

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DISSE JEOVÁ DEUS:"Você apenas verá com os seus olhos,será testemunha da punição dos maus. Visto que você disse: “Jeová é o meu refúgio”, Fez do Altíssimo a sua morada; Nenhum desastre virá sobre você, E nenhuma praga se aproximará da sua tenda. Pois ele dará aos Seus anjos uma ordem referente a você,para protegê-lo em todos os seus caminhos". Salmos 91:1-16

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Médico do Rio relata drama de escolher entre pacientes quem terá respirador


Cirurgião-geral e diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, Pedro Archer fez um relato que indica que no Rio de Janeiro já faltam respiradores para pacientes com coronavírus.

Segundo o relato dele, reproduzido pelo jornal Extra,, já no início de seu plantão foi possível constatar que não havia respiradores para todos os necessitados.

"Quando iniciei meu plantão, já sabia que seria um dia difícil. Meu turno normalmente é de 12 horas, mas precisei dobrar, já que outra médica está afastada por suspeita de Covid-19. Na sala vermelha (onde ficam os casos mais graves de Covid-19 e outras enfermidades), havia 23 pessoas para 14 leitos, ou seja, 14 respiradores. No primeiro minuto, não havia nenhum aparelho livre. Era um sinal do que viria naquela noite", disse.

De acordo com Pedro Archer, a equipe ficou abalada quando um paciente morreu por falta de equipamentos.

"Ele chegou com insuficiência respiratória, mas não tínhamos equipamento de ventilação. Colocamos num catéter de oxigênio, fizemos algumas medicações para tentar fazer ele respirar e o incluímos na fila para outro hospital com respirador disponível. Mas ele morreu uma hora depois. Esse foi o começo do nosso turno. Assumindo o plantão assim, toda nossa equipe fica abalada", falou.

"Naquela noite, uma idosa deu entrada, certamente com Covid-19. A capacidade respiratória estava em apenas 60 e ela necessitava com urgência de ventilador. Mas não havia. Tentamos de tudo para tentar salvá-la, mas algumas horas depois o fim foi o mesmo", acrescentou.

O profissional também pontuou que quando uma paciente morreu, o respirador vago precisou ser transferido para outra pessoa e, com 15 aguardando, a equipe precisou escolher.

"Nesse meio tempo, uma paciente bem idosa, com quadro complicado e prognóstico ruim, foi a óbito. A equipe decidiu não tentar fazer nenhuma manobra de ressuscitação para usarmos o respirador dela. Depois, com dez, 15 pessoas precisando do ventilador, como escolher quem terá acesso? Tentamos ser o mais racionais, na medida do possível.

Escolher quem tem mais chance de sair. Entre uma pessoa com muitas comorbidades, um quadro incapacitante, e outro jovem, você acaba escolhendo o paciente jovem. Usamos aquele equipamento para outro paciente. Sem ele, naquela noite poderíamos ter tido três mortes por falta de ventilador. Já estamos nesse patamar de escolha, infelizmente. Isso mexe com o psicológico de todo mundo da equipe, nunca imaginei que iria passar com isso", falou.